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Uma boa saúde tem que estar ao alcance de cada um de nós:

Todos têm o direito a uma vida mais saudável, porque a saúde é o que nos permite viver de forma realmente plena. E quando você cuida da saúde, cada detalhe faz a diferença.

A Medley acredita que desenvolver medicamentos requer o mesmo cuidado, em cada etapa da cadeia, desde a seleção da matéria-prima até cada comprimido dentro de cada caixinha que você leva para casa.

Para a Medley, fazer medicamentos requer uma dedicação que vai além dos padrões convencionais, assim como os cuidados que você tem com a sua saúde.Por que a saúde não é um detalhe. Ela está nos detalhes.

A importância de se consultar com especialista

Queimação no estômago, sensação de inchaço abdominal, dores e refluxo são sintomas que afetam cerca de 44% da população, de acordo com um estudo conduzido no Rio Grande do Sul. Dos quase 4 000 indivíduos que participaram da pesquisa, 27% relataram ter essas sensações de forma frequente, mais de seis vezes ao mês. 

O desfecho mais natural para um quadro de queimação ou desconforto estomacal é ir até a farmácia. Mas pode não ser tão simples assim. Queimação, sensação de empachamento, refluxo e dores estomacais podem ser a expressão da presença de alguma bactéria em seu organismo. 

A melhor coisa, portanto, é procurar por um especialista. É comum, por exemplo, sentir um desconforto depois de um fim de semana de churrasco com a turma. Mas, se os sintomas começarem a impactar na qualidade de vida, é bom tomar uma providência. Pessoas com histórico familiar de câncer no estômago também devem marcar uma consulta preventiva, mesmo que não tenham sintomas.

 

 

Hóspede misterioso: a bactéria por trás de problemas no estômago

Ela pode estar presente em até 70% dos brasileiros e seus sintomas são ignorados por grande parte das pessoas. A boa notícia é que há tratamento. Conheça o H. pylori

Enquanto você lê este texto, há uma boa chance de uma bactéria indesejada estar alojada nas paredes do seu estômago. Trata-se do Helicobacter pylori, mais conhecido como H. pylori, identificado pela primeira vez em 1982 por dois cientistas australianos. O achado representou um marco no tratamento de várias doenças gástricas que, como hoje se sabe, podem estar ligadas à presença desse micro-organismo. Tanto que a dupla recebeu um Nobel pela descoberta. 

Isso porque, até então, se acreditava que o estômago era um ambiente inabitável. “Havia um paradigma de que nenhum micro-organismo conseguiria viver no órgão por conta de sua acidez”, explica Luiz Chehter, gastroenterologista professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ocorre que não só o H. pylori gosta desse ambiente como os humanos são o maior reservatório da bactéria no planeta. 

Prova disso é a alta incidência desse agente na população. “Estima-se que metade das pessoas do mundo o possuam e, no Brasil, essa taxa chega aos 70%”, aponta Jaime Zaladek Gil, gastroenterologista do Hospital Israelita Albert Einstein. “O índice está relacionado a questões de higiene e saneamento básico. Por exemplo, na Austrália, ele está em 25% dos habitantes”, completa Gil. 

Tudo começa ainda na infância. “Adquirimos a infecção provavelmente nesse período, mas não sabemos disso porque a bactéria chega e causa uma gastrite aguda pequena, que pode nem se traduzir em sintomas”, conta Maria do Carmo Friche Passos, gastroenterologista professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e vice-presidente do Núcleo Brasileiro de Estudo do H. pylori e Microbiota.

Um incêndio escondido

“A maioria das pessoas nunca saberá que tem a bactéria, mas ela provoca um estado crônico de gastrite”, explica Friche. Vale fazer uma diferenciação: gastrite aqui é o processo inflamatório de alguma região do estômago, não a queimação e azia que sentimos e batizamos assim, cujo real nome é dispepsia. Quando se trata da versão crônica, quase nunca há queixas envolvidas. 

“Mas um percentual menor de indivíduos pode ter problemas, entre eles as úlceras, que são em grande parte causadas pelo H. pylori”, aponta Gil. Sem contar que essa inflamação constante está por trás da formação de tumores na região. “O câncer de estômago está muito ligado à presença da bactéria”, destaca Friche. 

Antes de se apavorar, saiba que é difícil que a bactéria por si só cause a temida doença. “Depende muito da cepa do H. pylori e de outros fatores, como alimentação e herança familiar”, esclarece a gastroenterologista mineira. Mas, como as técnicas para saber qual o tipo de H. pylori que temos ainda são caras e inacessíveis, a recomendação é despejar esse hóspede indesejado tão logo ele seja descoberto.

 

 

Como é feito o diagnóstico?

Primeiro, existem indícios de que o H. pylori está vivendo no seu estômago. “Ele está associado à sensação da gastrite, náuseas, em especial matutinas, sentimento de estufamento, dor na região ao se alimentar e depois e até vômitos”, explica Dan Weitzberg, gastroenterologista professor da Universidade de São Paulo (USP). 

Se houver histórico de câncer na família, a recomendação é investigar mesmo sem sintomas – até mesmo porque muitas vezes eles são inexistentes. A pesquisa é geralmente feita por meio de endoscopia: o médico retira com o aparelho um pedaço pequeno da mucosa e realiza um teste que denuncia na hora a presença da bactéria ali. Mas já existem outros métodos, menos invasivos. 

“Há o teste respiratório, que detecta pelo ar que expiramos alguns produtos que a bactéria produz, e a pesquisa nas fezes pelo antígeno do H. pylori”, aponta Chehter. 

Procure seu médico para informações sobre o tratamento. Afinal, vale mais uma visita ao médico do que viver com um visitante problemático em casa, não é mesmo?

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