6 MULHERES QUE DEIXARAM UM LEGADO NA ÁREA DA SAÚDE

Virginia Apgar, Clara Barton e a brasileira Nise da Silveira são algumas das mulheres ilustres que fizeram descobertas, fundaram instituições e criaram novas práticas de saúde.

 

Se você já teve um filho, tratou um distúrbio de saúde mental ou se informou para evitar uma doença sexualmente transmissível, provavelmente fez uso de uma inovação na área da saúde feita por uma mulher.

Mas você provavelmente não sabia que foi uma mulher que descobriu o vírus HIV ou que fundou uma das maiores instituições humanitárias de saúde do mundo, não é mesmo? Listamos, abaixo, médicas, pesquisadoras e cientistas que deixaram seus legados na área da saúde:

NISE DA SILVEIRA

A psiquiatra brasileira foi uma das primeiras mulheres a se formar em medicina no Brasil, em 1931 na Faculdade de Medicina da Bahia. Mais tarde, especializou-se em psiquiatria no Rio de Janeiro. Tornou-se notável após elaborar um tratamento inovador no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, atual Instituto Municipal Nise da Silveira. Eletroconvulsoterapia e lobotomias (intervenções cirúrgicas no cérebro) foram substituídas por atividades musicais e artísticas, em um ambiente acolhedor.

A médica elaborou uma série de outros projetos que aliam a expressão criativa ao tratamento da psiquiatria. Ela também se tornou uma das principais divulgadoras dos preceitos do psicoterapeuta Carl Jung e foi personagem do livro “Memórias do Cárcere”, escrito por Graciliano Ramos na prisão em 1953. Na ocasião, Nise também estava presa, acusada pela ditadura de Getúlio Vargas de realizar atividades subversivas. Em 2015, a atriz Glória Pires protagonizou o filme biográfico da psiquiatra, chamado “Nise, o Coração da Loucura”.1

CLARA BARTON

A Cruz Vermelha Americana, considerada uma das principais instituições humanitárias do mundo, foi fundada em 1881 por uma ilustre mulher. Durante a Guerra Civil nos Estados Unidos, Clara Barton arriscou sua vida para disponibilizar suprimentos e prestar suporte aos soldados feridos. Seus esforços abriram caminho para novos campos do serviço voluntário em saúde.2

VIRGINIA APGAR

Se você já teve filhos, provavelmente conhece a Escala de Apgar, um teste feito no recém-nascido logo após o seu nascimento para avaliar a sua vitalidade e estado geral. A avaliação considera características como batimento cardíaco, cor e respiração.

O método foi criado pela médica, anestesista e pesquisadora americana Virginia Apgar em 1952. Ela foi a primeira professora de anestesiologia da Faculdade de Columbia e a primeira mulher a atingir o posto de professora plena no Colégio de Médicos e Cirurgiões.3 Além disso, foi diretora do departamento de anestesiologia do Columbia-Presbyterian Medical Center.

FRANÇOISE BARRÉ-SINOUSSI

Em 2008, Françoise Barré-Sinoussi ganhou o prêmio Nobel de medicina pela descoberta do vírus HIV. A francesa é formada em bioquímica pela Universidade de Paris e fez pós-doutorado em retrovirologia pelo National Institutes of Health, nos Estados Unidos.

Ao lado de Luc Montaigner, descobriu um retrovírus em pacientes com glândulas linfáticas inchadas que atacavam os linfócitos, um tipo de célula sanguínea muito importante para o sistema imunológico do corpo. O retrovírus, mais tarde chamado de Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), provou ser a causa da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA), mais conhecida no Brasil como AIDS.4

GERTY CORI

Outra vencedora do Prêmio Nobel, Gerty Cori foi a primeira mulher a ganhar o prêmio na categoria medicina/fisiologia, em 1947. Ao lado do marido, Carl Ferdinand Cori, descobriu que a deficiência em uma enzima podia ser responsável por distúrbios do metabolismo. Além disso, realizou diversos estudos sobre a ação dos hormônios, ganhando diversos prêmios ao longo de sua vida.5

REGINA BENJAMIN

Regina Benjamin foi nomeada a 18ª cirurgiã geral dos Estados Unidos pelo presidente Barack Obama. Sua trajetória inspiradora começa no estado do Alabama, onde fundou uma clínica de saúde rural. As instalações foram destruídas diversas vezes por tempestades, incluindo o furacão Katrina, e também por um incêndio. Ela se tornou a primeira médica com menos de 40 anos e primeira afro americana a integrar o Conselho de Administração da American Medical Association.6

Você conhece outras mulheres que fazem trabalhos brilhantes na área da saúde? Conte para a gente.

Referências bibliográficas

1. Enciclopédia Itaú Cultural [homepage na internet]. Nise da Silveira [acesso em 29 Jan 2019]. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa3754/nise-da-silveira

2. Red Cross [homepage na internet]. Founder Clara Barton [acesso em 29 Jan 2019]. Disponível em: https://www.redcross.org/about-us/who-we-are/history/clara-barton.html

3. Encyclopaedia Britannica [homepage na internet]. Virginia Apgar [acesso em 29 Jan 2019]. Disponível em: https://www.britannica.com/biography/Virginia-Apgar

4. The Nobel Prize [homepage na internet]. Françoise Barré-Sinoussi [acesso em 29 Jan 2019]. Disponível em: https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/2008/barre-sinoussi/facts/

5. The Nobel Prize [homepage na internet]. Gerty Cori [acesso em 29 Jan 2019]. Disponível em: https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/1947/cori-gt/biographical/

6. Regina Benjamin [homepage na internet]. About Me [acesso em 29 Jan 2019]. Disponível em: http://reginabenjamin.net/about/

SABRAGE.MDY.19.02.0055

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